A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) recebeu com satisfação a ampliação temporária da cota para importação de carne bovina magra pelos Estados Unidos e avalia que a medida pode abrir uma alternativa adicional para a carne brasileira. Para a entidade, a medida "poderá contribuir para mitigar os efeitos do esgotamento da cota de exportação para a China, abrindo uma alternativa adicional para a carne bovina brasileira no mercado norte-americano justamente em um período de maior pressão sobre o comércio internacional".
"Trata-se de uma grande notícia, aguardada pelo setor", afirmou a associação, em nota.
O governo do presidente Donald Trump ampliou em 300 mil toneladas a cota para importação de carne bovina magra, incluindo aparas (trimmings) destinadas principalmente à produção de carne moída. A medida terá vigência de 90 dias, a partir de 1º de setembro, e será distribuída em três parcelas mensais de 100 mil toneladas, com tarifa reduzida.
Para a Abrafrigo, a ampliação ocorre em um momento importante para o setor brasileiro e pode "melhorar as condições de competitividade da carne brasileira nos Estados Unidos".
A associação, contudo, ressalta que os benefícios não serão distribuídos de forma uniforme entre os Estados produtores. Pará, Acre e Maranhão, apesar de serem importantes regiões produtoras, ainda não estão habilitados a exportar carne bovina para os Estados Unidos e, portanto, não poderão se beneficiar diretamente da ampliação da cota.
A Abrafrigo defende que o Brasil avance na habilitação de novos Estados e plantas exportadoras. Segundo a entidade, é fundamental "que as oportunidades geradas pelo comércio exterior possam alcançar o maior número possível de produtores e empresas brasileiras".



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