RIO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta, puxada pela valorização de empresas ligadas a commodities — minério de ferro e petróleo tem um dia de alta — e na expectativa do corte de juros no Brasil, que deve ser anunciado pelo Banco Central hoje, após o fechamento do mercado, ao fim do segundo dia de reunião do Comitê de Política Econômica da autarquia. O Ibovespa, principal índice do pregão, ganha 0,7%, a 62.572 pontos. O dólar comercial abriu em queda, mas virou o sinal e avança 0,62%, a R$ 3,219.
Também de olho no resultado do encontro, os juros futuros operam em ligeira queda: os contratos para janeiro de 2018 são negociados a 11,31%, com recuo de 0,03 ponto percentual, e os papéis com vencimento em janeiro de 2021 operam a 11,09%, declínio de 0,01 ponto percentual. Para Alexandre Espírito Santo, economista da plataforma de investimentos Órama, o mercado já embutiu em seus preços a perspectiva de redução nos juros. As expectativas se dividem entre redução de 0,5 ponto percentual e 0,75 ponto percentual. . Contudo, a pesquisa se refere à semana anterior, e as previsões vêm sofrendo revisões nos últimos dias. Será o terceiro corte seguido da taxa, após quatro anos. A primeira redução, de 0,25 ponto percentual, aconteceu em outubro, quando a Selic estava em 14,25%. O segundo corte, da mesma magnitude, aconteceu no mês seguinte. Em dezembro não houve reunião. Conforme o Focus,
No mercado internacional, o dólar opera em alta contra seus pares. O Dollar Index Spot, que compara a moeda americana com outras dez divisas globais, avança 0,3% nesta quarta-feira. No exterior, os mercados se mantêm, desde ontem, em compasso de espera, em virtude do pronunciamento que Donald Trump fará hoje em sua primeira entrevista coletiva à imprensa desde julho. A dez dias da posse, os investidores esperam que o presidente eleito dê indicações sobre sua política econômica, após ter prometido durante a campanha eleitoral empregar uma política de estímulo fiscal.
Na Bovespa, as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras têm alta de 1%, com o petróleo subindo 0,3% no mercado internacional. Ontem, a mineradora avançou, ainda repercutindo sua emissão de títulos no mercado internacional, apesar da queda de 2,33% do Brent, devida a especulações de que o estoque americano do produto está subindo. O dado sai na tarde de hoje e pode afetar as cotação da petroleira brasileira.
A mineradora Vale avança 1,6%, em mais um dia de valorização do minério de ferro na China — a commodity subiu 1,23% no porto de Qingdao, após alta de 2,19% ontem, que levou à disparada de 7,7% da empresa brasileira.
Na Europa, aos principais índices operam em alta. Em Londres, o FTSE 100, ganham 0,24%. O DAX, de Frankfurt, opera com alta de 0,33%. Em Paris, o CAC 40 tem valorização de 0,21%.
Na China, as bolsas recuaram pelo segundo dia, pressionadas pelo aumento na oferta de ações e com os investidores realizando lucros em ações estatais, que haviam se valorizado com as expectativas de reforma. O índice CSI300, de Xangai e Shenzhen, recuou 0,7%, enquanto o índice SSEC, de Xangai, teve queda de 0,77%.
Outros mercados da Ásia tem alta com investidores aguardando a entrevista de Trump. Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,33%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,84%.



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