Início Copa do Mundo Feminina África dá mais um passo à frente na Copa do Mundo
Copa do Mundo Feminina

África dá mais um passo à frente na Copa do Mundo

Copa do Mundo

Depois do sucesso dos times do continente no Catar 2022, três das quatro seleções africanas da Copa do Mundo Feminina 2023 chegaram às oitavas

Sidney/Austrália - Apenas oito meses depois de estabelecer recordes no Catar 2022, o futebol do continente segue dando o que falar: depois dos homens, as mulheres brilham como nunca. Das quatro seleções africanas inscritas na Copa do Mundo Feminina da Fifa, três conseguiram a façanha de avançar às oitavas de final: Nigéria, África do Sul e Marrocos, pela ordem, informou a Fifa.

Somente a Zâmbia não conseguiu sobreviver à sua chave, apesar de uma honrosa vitória por 3 a 1 sobre a Costa Rica.

Com Marrocos à frente, África coloca três seleções nas oitavas - Foto: Divulgação/Fifa

Destaque é Marrocos

Os paralelos entre os dois Mundiais são mesmo surpreendentes. Assim como as equipes masculinas, as seleções africanas presentes na Oceania conquistaram pelo menos um triunfo, sem exceção. O destaque é o Marrocos, que conseguiu vencer duas partidas seguidas – um desempenho nunca visto.

Embora em torneios de formato mais compacto, a África jamais havia classificado tantas equipes para a segunda fase de um Mundial. Em 1999, nos Estados Unidos, a Nigéria conseguiu se classificar; o Camarões repetiu o feito 16 anos mais tarde, no Canadá. Em 2019, na França, camaronesas e nigerianas chegaram juntas às oitavas de final, um recorde até então.

O salto de qualidade do futebol africano é ainda mais revelador pelo fato de cada seleção ter se destacado pelas próprias forças. A Nigéria, impulsionada pela estrela Asisat Oshoala, saiu invicta do Grupo B, com direito a uma vitória de impacto sobre a anfitriã Austrália, por 3 a 2, deixando nada menos do que as campeãs canadenses pelo caminho.

Aprendeu com experiência

A África do Sul, que disputou a competição pela primeira vez em 2019 sem conseguir somar sequer um pontinho, provou que soube aprender com aquela experiência, já dando prova de seu salto no ano passado, quando venceu a Copa Africana das Nações pela primeira veiz.

O time jogou excelente futebol na fase de grupos, esteve à frente do placar contra a Suécia e Argentina, mas acabou sofrendo uma virada contra as escandinavas (2 a 1) e cedendo empate às sul-americanas (2 a 2). Ainda assim, a seleção foi valente, arrojada e derrotou a Itália por 3 a 2 num dos jogos mais emocionantes do torneio.

Estreante brilha

Já a Zâmbia, limitada pela condição de estreante e longe demais do alto nível exibido por Espanha e Japão, soube esperar o seu momento para derrotar um adversário de calibre semelhante, a Costa Rica.

Marrocos dá lição

Por fim, o Marrocos deu uma lição de resiliência para o planeta inteiro. Quem apostaria que as marroquinas teriam a capacidade de se recompor após o duro golpe desferido pela Alemanha na partida de estreia (derrota por 6 a 0)?

Lideradas por Reynald Pedros, um técnico que conhece a receita do sucesso melhor que ninguém, tendo conquistado a Europa com o Lyon, as companheiras de Ghizlane Chebbak recitaram com brio, diante de Coreia do Sul e Colômbia, a lição aprendida com as bicampeãs do mundo.

Resta agora superar uma certa barreira invisível, e não das menores. Em 24 anos de Copa do Mundo Feminina, nenhuma equipe africana conseguiu sobreviver a uma partida de eliminação direta. Pelo que demonstraram até aqui, porém, não será surpresa se a Austrália e a Nova Zelândia forem o palco de novo desempenho inédito para a África.

(*) Informações da Fifa
Selecoes_da_Africa_nas_oitavas_Fifa.jpg
Selecoes_da_Africa_nas_oitavas_Fifa.jpg

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?