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Cinema

Com cinco lançamentos brasileiros de terror, outubro marca primavera do gênero nos cinemas

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Foto: Divulgação

A produção de filmes de terror no Brasil ainda não conheceu o sucesso consagrado a outros gêneros. Apesar da parca tradição no cinema de horror, o mês de outubro reserva cinco lançamentos do gênero ao público. O Clube dos Canibais, Histórias Estranhas, Morto Não Fala, A Noite Amarela e Intruso sinalizam o momento profícuo do cinema de horror no País.

"É provável que esta seja a melhor fase para os filmes de terror nacionais. Tanto em termo de quantidade quanto de variedade das obras. Temos desde filmes mais reflexivos até os mais explícitos", explica Carlos Primati, pesquisador de cinema de gênero e curador do Rio Fantastik, mostra dedicada a filmes brasileiros de horror. "Em 2018, já tivemos uma ótima quantidade de lançamentos, foram pelo menos 15. É uma média impressionante: mais de um filme por mês", destaca. 

Antes disso, entre 2009 e 2017, 14 longa-metragens brasileiros do gênero foram lançados no Brasil, o que representa 1,42% da produção nacional no período, conforme dados do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA). Entre lançamentos recentes e estreias previstas, o ano de 2019 deve acumular sete longas de horror nacionais.  

Para Primati, o fortalecimento do gênero no Brasil se deve à coragem dos diretores de assumirem obras de nicho. "É uma leva de realizadores que, inspirada por jovens como Juliana Rojas e Marco Dutra (As Boas Maneiras), parou de se preocupar em 'maquiar' os projetos de terror com medo do fracasso", avalia. 

Ramon Porto Mota, diretor de A Noite Amarela, concorda. Para o cineasta, que sempre trabalhou com horror, o Brasil vive a era de ouro deste gênero. “Os diretores independentes têm se interessado pelo cinema de nicho. O terror, na cabeça do cineasta brasileiro, deixou de ser sub-gênero e passou a equivaler a uma saída narrativa como outra qualquer”, opina.    

Público geek no streaming

A sobrevida desses filmes no Video on Demand (VOD) anima produtores e distribuidores. Morto não fala, primeiro longa-metragem de Dennison Ramalho, foi comprado pela maior plataforma streaming de horror do mundo, a Shudder. A produção entra em cartaz nesta quinta-feira, 10. A distribuidora, Pagu Filmes, aposta em uma campanha voltada ao público geek. 

"Nossa campanha é direcionada ao público que já assiste filmes de terror. A presença da Bianca Comparato no elenco (protagonista da série 3%, da Netflix) torna mais fácil atrair o espectador geek, o jovem que consome streaming, mas pode se interessar em ir ao cinema", explica Bruno Beauchamps, CEO da Pagu FIlmes.

Aposta em figuras conhecidas

Estrelado por Daniel de Oliveira, Morto Não Fala conta a história de um plantonista de necrotério que tem o dom paranormal de falar com os mortos. O filme não é o único terror brasileiro recente a apostar em nomes conhecidos do público. Intruso, de Paulo Fontenele, é estrelado por Eriberto Leão, Danton Mello e Juliana Knust. O Juízo, de Andrucha Waddington, deve estrear em dezembro com Fernanda Montenegro e Criolo no elenco. Ano passado, O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida, teve Murilo Benício e Camila Morgado no casting. 

 

Confira os filmes de terror nacionais que estarão em cartaz em outubro

O Clube dos Canibais

O filme é protagonizado por um casal da alta sociedade que possui o hábito de comer seus empregados. Os dois integram um clube de canibais liderado por um deputado influente da cidade e vêem sua vida ser colocada em risco após descobrirem um segredo íntimo do político. 

Histórias estranhas 

Oito histórias dirigidas por diretores de terror brasileiros.

Morto não fala 

Um homem com a habilidade sobrenatural de falar com os mortos e os acordos entre o mundo dos vivos e o além.

A Noite Amarela

Primeiro longa dirigido por Ramon Porto Mota, A Noite Amarela conta a história de um grupo de adolescentes que viaja para celebrar o fim do último ano escolar em uma ilha da Paraíba. Um filme “esquisito”, nas palavras do próprio diretor, que fala sobre a confusão e o mal estar que vivemos hoje.
 

Intruso

Uma família é obrigada a receber em casa um visitante desconhecido. Todos tentam manter suas vidas normalmente, mas a chegada desse hóspede exige que certas regras sejam seguidas: ninguém pode deixar a casa. 

 

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