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Veja dicas para que dinheiro não seja motivo de briga no seu casamento

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Foto: Pixabay

Um assunto muito importante, e que deve ser tratado com disciplina em qualquer casamento, é a administração conjunta das finanças. Desde o início, é fundamental criar um planejamento orçamentário para que a situação financeira não saia do controle. Isso evita um dos maiores motivos de brigas entre os casais ao longo dos anos.
 
Viver a dois significa construir objetivos em comum, como viajar, ter filhos, aumentar o patrimônio, entre outros. Para isso, é preciso estabelecer metas bem definidas e segui-las à risca, com o total engajamento do casal. Muito mais do que dividir as contas da casa, esse engajamento deve incluir transparência total entre o casal quantos às despesas e os rendimentos, de modo que não haja surpresas negativas ao final do mês. Quer que funcione no seu casamento? Veja as dicas:
 
1- Muitos casais preferem não ter conta conjunta, e cada um lida com seu rendimento da forma que achar melhor. De qualquer modo, há uma série de despesas que são de responsabilidade de ambos, como contas da casa (luz, água, condomínio, IPTU). Com filhos, a situação é a mesma: as despesas são dos dois. A forma mais correta de organizar o orçamento doméstico é tratar as receitas e despesas de forma consolidada, independentemente de um cônjuge ganhar mais do que o outro. É importante fazer o somatório do total de rendimentos do casal e dividir os gastos de modo proporcional, para que cada um fique responsável pelo pagamento de um grupo de despesas, visando o atingimento da meta orçamentária mensal e anual.
 
2- Se uma pessoa acabar gastando mais do que o previsto, é preciso que ela sinalize isso ao outro, para que uma compensação possa ser feita sem comprometer o resultado orçamentário esperado. O casal deve ter parceria para enfrentar casos como este, mesmo se não tiverem conta conjunta. Afinal, quem nunca teve imprevistos? Mas tome cuidado com gastos supérfluos. Uma coisa é ultrapassar o limite do orçamento com algo importante. Outra, é saber que não pode gastar e comprar o que não precisa no momento.
 
3- Independentemente de ter conta conjunta, façam um acompanhamento rotineiro e efetivo do extrato bancário, do fluxo de caixa, da fatura do cartão e dos investimentos. Dessa forma, o casal terá controle do que entra e sai, evitando surpresas desagradáveis e tornando mais fácil a tomada de decisões em situações de emergência, como o corte de custos por qualquer motivo que seja.
 
4- O assunto “finanças” deve ser tratado com a mesma normalidade que os temas triviais. Se falar em dinheiro resulta em aborrecimento, significa que o casal não está em sintonia com a forma como o dinheiro está sendo lidado. Sendo assim, é hora de parar e rever o que está errado, ou o que está incomodando um ou outro. O planejamento orçamentário deve ser de comum acordo. Caso contrário, as divergências serão inevitáveis. Todo casal que quebra o tabu de falar sobre finanças dentro de casa e segue os princípios da educação financeira terá muito mais chance de ter um casamento feliz e tranquilo.
 



 Por Sérgio Tavares, Diretor da STavares Consultoria Financeira, com MBA em Gestão Econômica e Financeira de Empresas pela FGV (RJ)
 

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