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Terremoto de magnitude 6,7 no Peru é sentido no Acre e monitorado no Brasil

Tremor de origem peruana chegou a mais de 1.000 km de distância e levou à evacuação preventiva da Assembleia Legislativa do Acre

Um terremoto de magnitude 6,7 — escala que mede a energia liberada por um abalo sísmico, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) — atingiu o sul do Peru na quinta-feira, 20 de agosto, na região de Ayacucho, a cerca de 100 quilômetros de profundidade. O Instituto Geofísico do Peru (IGP), que usa metodologia própria, registrou o mesmo abalo como magnitude 7,2. No país vizinho, o tremor causou danos estruturais em hospitais e postos de saúde nas regiões de Ayacucho e Cusco, além de deixar duas pessoas levemente feridas durante a evacuação de prédios.

O tremor foi sentido a mais de 1.000 quilômetros do epicentro, em Rio Branco, capital do Acre, e levou à evacuação preventiva do prédio da Assembleia Legislativa do estado. Não houve registro de feridos ou danos materiais no lado brasileiro. Episódios assim se repetem periodicamente na fronteira amazônica: em julho e em junho deste ano, tremores de menor magnitude também haviam sido sentidos em cidades acreanas.

O monitoramento desse tipo de abalo no Brasil é feito pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (SIS/UnB), referência nacional na detecção de terremotos, em conjunto com a Rede Sismográfica Brasileira, operada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). Os sismógrafos, equipamentos que registram as vibrações do solo, captam ondas que viajam por milhares de quilômetros mesmo quando o epicentro está em outro país, o que explica por que tremores originados na cordilheira dos Andes chegam a ser percebidos no interior da Amazônia.

O Brasil está localizado no meio de uma placa tectônica, e não em suas bordas, onde a maior parte dos terremotos de grande magnitude ocorre no mundo. Por isso, abalos de grande intensidade são raros em território brasileiro, mas estados de fronteira como Acre, Amazonas e Rondônia sentem com alguma frequência os reflexos de terremotos que nascem do lado peruano ou boliviano da cordilheira. Dados em tempo real da rede de sismógrafos brasileira ficam disponíveis ao público nos portais do SIS/UnB e do SGB.

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