Um terremoto de magnitude 5,8 atingiu na madrugada deste domingo (30) uma área ao sul das Ilhas Kermadec, no oceano Pacífico, território da Nova Zelândia, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), agência responsável pelo monitoramento sísmico global. O abalo ocorreu por volta das 6h02 no horário de Brasília, a 35 quilômetros de profundidade, em uma zona de encontro entre placas tectônicas conhecida por concentrar terremotos frequentes. Pelo sistema PAGER, ferramenta do USGS que estima o impacto potencial de um tremor logo após sua ocorrência, o evento recebeu classificação verde, a mais baixa da escala, o que indica risco mínimo de mortes ou danos materiais relevantes; não houve alerta de tsunami.
Apesar de distante, o episódio expõe uma diferença estrutural entre países: enquanto a Nova Zelândia fica sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, cinturão que concentra a maior parte dos terremotos e vulcões do planeta, o Brasil está situado no interior estável da placa Sul-Americana, longe de bordas de placas, o que torna abalos como esse raros em território nacional.
Ainda assim, o país mantém estrutura própria de monitoramento sísmico. A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), com mais de 90 estações instaladas desde 2008 com apoio inicial da Petrobras e da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), reúne quatro instituições: USP, Universidade de Brasília (UnB), UFRN e o Observatório Nacional. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), órgão federal que integra a rede, o objetivo é entender a estrutura interna da Terra sob o território brasileiro e fornecer dados que ajudam a mitigar riscos e reduzir o pânico da população diante de tremores registrados no país.
Na Universidade de Brasília, o Observatório Sismológico opera 30 das estações da rede nacional, concentradas nas regiões Norte e Centro-Oeste, com transmissão de dados em tempo real por satélite. A unidade também abriga uma estação infravermelha no Parque Nacional de Brasília voltada à detecção de abalos associados a testes nucleares, em cooperação com a organização responsável pelo Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares, da ONU.



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