A taxa básica de juros, a Selic, está mantida em 14,00% ao ano desde a reunião do Copom de 5 e 6 de agosto, patamar confirmado pela série de dados diários do Banco Central atualizada até 21 de agosto de 2026. No mesmo levantamento, o comprometimento de renda das famílias com o serviço de dívidas junto ao Sistema Financeiro Nacional chegou a 28,48% em maio de 2026, segundo a série com ajuste sazonal do Banco Central.
O indicador de comprometimento de renda vem subindo de forma constante nos últimos meses: era de 28,12% em dezembro de 2025 e passou a 28,26% em janeiro, 28,30% em fevereiro, 28,21% em março e 28,36% em abril, antes de chegar aos 28,48% de maio, de acordo com o Banco Central.
Outra métrica do BC, o endividamento das famílias em relação à renda acumulada nos últimos doze meses, estava em 49,83% em maio de 2026, praticamente estável frente aos 49,87% de abril e aos 49,72% de dezembro de 2025.
Com a Selic em dois dígitos altos, o crédito para pessoa física segue mais caro, o que tende a manter pressionado o espaço do orçamento das famílias destinado ao pagamento de parcelas de financiamentos, cartão de crédito e outras dívidas, de acordo com os dados oficiais do Banco Central.




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