A taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, está em 14% ao ano desde 5 de agosto de 2026, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, cortar a taxa em 0,25 ponto percentual, dos 14,25% anteriores. Segundo o Banco Central, essa foi a quarta reunião consecutiva em que o colegiado promoveu um corte de juros.
O ciclo de reduções começou depois de a Selic ter chegado a 14,50% ao ano, patamar mantido até a reunião de junho, quando o Copom já havia cortado a taxa para 14,25%. Levantamento de mercado apontava probabilidade de cerca de 95% de um novo corte de 0,25 ponto percentual às vésperas do anúncio de agosto, cenário que se confirmou.
A manutenção da Selic em dois dígitos eleva o custo do crédito para famílias e empresas, encarece financiamentos imobiliários e de veículos e mantém a renda fixa atrelada aos juros básicos como opção de investimento mais rentável frente à poupança. Por outro lado, o ciclo de cortes iniciado nos últimos meses tende a aliviar gradualmente o peso das parcelas de empréstimos com taxas pós-fixadas.
O Banco Central afirmou que não há trajetória predefinida para as próximas reuniões e que a magnitude total do ciclo de ajuste será estabelecida à luz de novas informações sobre a inflação e a atividade econômica.



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