O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 14,25% para 14,00% ao ano, na reunião realizada em 4 e 5 de agosto de 2026. Foi o quarto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual promovido pelo colegiado neste ano, levando a taxa ao menor patamar desde o início do atual ciclo de flexibilização monetária, iniciado em março.
A decisão, unânime, ocorre em meio à desaceleração da inflação: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,44% em 12 meses até julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação, fixada em 3% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
A redução da Selic tende a baratear, ainda que de forma gradual, o crédito para financiamento de imóveis, veículos e capital de giro das empresas, já que a taxa básica serve de referência para praticamente todas as linhas de empréstimo do país. O mercado financeiro projeta, segundo o boletim Focus do Banco Central, que a Selic encerre 2026 em 13,75% ao ano.
O Copom já sinalizou que a próxima decisão, marcada para 15 e 16 de setembro, dependerá do comportamento dos preços e do cenário externo, classificado pelo colegiado como de incerteza acima do usual.



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