O Banco Central informou nesta quinta-feira que a taxa média de juros nas novas contratações de crédito com recursos livres para pessoas físicas chegou a 62,4% ao ano em setembro de 2026, alta de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior e de 3,7 pontos em 12 meses. O dado consta da nota de Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgada pela autoridade monetária.
O custo mais alto do crédito ocorre em um cenário de desaceleração do volume de empréstimos. O estoque total de operações do Sistema Financeiro Nacional somou R$ 7,4 trilhões em setembro, com crescimento de 0,4% no mês e de 8,6% em 12 meses, ritmo inferior aos 9,4% registrados até agosto. O crédito às famílias totalizou R$ 4,7 trilhões, com alta de apenas 0,1% no mês.
O Banco Central também mostrou que o endividamento das famílias alcançou 50,1% em agosto, com elevação de 0,2 ponto percentual no mês e de 1,2 ponto em 12 meses. O comprometimento de renda das famílias com o pagamento de dívidas ficou em 29,0%, 0,2 ponto acima do mês anterior.
A inadimplência do crédito total do sistema financeiro permaneceu estável em 5,0% em setembro, mas acumula alta de 0,9 ponto percentual em 12 meses. Entre pessoas físicas, o indicador ficou em 6,0%, também estável no mês, refletindo o efeito do juro mais caro sobre o orçamento das famílias que recorrem a empréstimos e financiamentos.
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