O dólar encerrou a sessão de terça-feira (6) cotado a R$ 4,9698 na taxa de câmbio PTAX, divulgada pelo Banco Central, no menor nível desde 13 de maio deste ano. A moeda americana acumulou queda de 4,86% em relação ao fechamento de sexta-feira (2), quando havia sido negociada a R$ 5,2238, valor próximo da máxima do ano.
A queda do dólar tende a aliviar o custo de produtos importados, de combustíveis com preços atrelados ao mercado internacional e de viagens ao exterior, além de reduzir o peso de dívidas e financiamentos contratados em moeda estrangeira. Por outro lado, a moeda mais barata reduz a competitividade de exportadores, sobretudo do agronegócio e da indústria, que recebem em dólar e têm custos em reais.
O movimento reflete tanto o enfraquecimento do dólar no exterior frente a outras moedas de países emergentes quanto a entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro de ações e títulos públicos, em um cenário de maior apetite por risco após o primeiro turno das eleições presidenciais, no último fim de semana.
Segundo a série histórica do Banco Central, a cotação não ficava tão baixa desde a primeira quinzena de maio, quando o dólar chegou a R$ 4,8973, a mínima dos últimos cinco meses. Antes da reversão iniciada na última sexta-feira, a moeda vinha de uma sequência de altas que a levou a tocar R$ 5,2238, patamar similar ao pico de R$ 5,2236 registrado em agosto.
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