O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano na reunião de 4 e 5 de agosto de 2026, o quarto corte consecutivo no ciclo de afrouxamento monetário iniciado neste ano e o menor patamar da taxa básica desde o início do atual ciclo. A decisão foi unânime entre os membros do colegiado.
O Banco Central citou a inflação acumulada em 4,44% nos últimos doze meses, dentro da margem de tolerância em torno da meta de 3% ao ano, como fator que abriu espaço para o corte. O comitê também mencionou incertezas externas, como conflitos no Oriente Médio e a volatilidade nos preços de commodities, entre os riscos monitorados para os próximos passos da política monetária.
A redução da Selic tende a baratear, ainda que de forma gradual, o custo de financiamentos imobiliários, crédito consignado e outras linhas atreladas à taxa básica de juros, além de reduzir o rendimento de aplicações financeiras referenciadas no CDI. Para quem já tem dívidas contratadas em taxas prefixadas, o efeito imediato é limitado.
O comunicado do Copom manteve tom cauteloso em relação aos próximos encontros, sinalizando que a continuidade dos cortes dependerá da evolução dos dados de inflação e do cenário externo nos próximos meses.



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