O Brasil gerou 88,2% de toda a sua eletricidade a partir de fontes renováveis em 2024, segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) 2025, publicado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME). O percentual é mais que o dobro da média mundial de 33,8% registrada em 2025 pelo relatório Global Electricity Review, da organização de pesquisa energética Ember, ano em que, pela primeira vez, as fontes renováveis superaram o carvão na matriz elétrica global.
A matriz elétrica é o conjunto de fontes usadas para gerar a eletricidade consumida por um país. No caso brasileiro, ela é dominada por hidrelétricas, complementadas por energia eólica e solar, que juntas já respondem por 23,7% da geração nacional, com alta de 39,6% na produção solar e de 12,4% na eólica em relação ao ano anterior, segundo a EPE.
A comparação usa anos diferentes, 2024 no levantamento brasileiro e 2025 no relatório global, em razão do calendário de divulgação de cada instituição, mas a distância entre os números se mantém mesmo levando isso em conta: em 2024, segundo a própria Ember, as renováveis respondiam por cerca de 32% da eletricidade mundial.
O resultado ajuda a explicar por que a conta de luz no Brasil é menos dependente de combustíveis fósseis do que em boa parte do mundo, e por que o país costuma ser citado como referência em discussões internacionais sobre energia limpa e mudança climática.



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