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Witzel cita intenções de Bolsonaro e ‘uso político’ do MPF em investigação

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Witzel cita intenções de Bolsonaro e ‘uso político’ do MPF em investigação
Witzel cita intenções de Bolsonaro e ‘uso político’ do MPF em investigação

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), se manifestou nesta sexta-feira (28) após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou seu afastamento imediato do cargo por suspeitas de participação em fraude na compra de itens de saúde durante pandemia do novo coronavírus. Witzel acusou “uso político” do Ministério Público Federal (MPF) e citou intenções do presidente Jair Bolsonaro nas investigações. 

“É uma busca e decepção Não encontrou R$ 1, uma joia. Simplesmente mais um circo sendo realizado. Lamentavelmente a decisão do sr. Benedito (Gonçalves, ministro responsável pela decisão), induzido pela procuradora na pessoa da dra. Lindora (Araújo, subprocuradora-geral da República), está se especializando em perseguir governadores e desestabilizar os estados com investigações rasas, buscas e apreensão preocupantes. Eu e outros governadores estamos sendo vítimas do possível uso político da instituição", disse Witzel em pronunciamento.

O governador afirmou que a situação é uma questão política e falou sobre Bolsonaro. “Bolsonaro já declarou que quer o Rio de Janeiro. Já me acusou de perseguir a família dele, mas diferentemente do que ele imagina, aqui a Polícia Civil, o Ministério Público é independente e eu me preocupo muito com essa questão política que vivenciamos hoje. O presidente da República fez acusações contra mim extremamente graves e levianas. Acredita que vou ser candidato a presidente? O Brasil precisa de gente séria, de gente comprometida com um futuro melhor", contou. 

Wilson Witzel ainda afastou a tese de que estaria tentando atrapalhar as investigações e desafiou alguém mostrar qual ato ele praticou com este intuito. “Eu desafio quem quer que seja a mostrar qual foi o ato que pratiquei para prejudicar as investigações. Eu afastei o secretário da Saúde, eu determinei auditoria em todos os contratos e a suspensão dos pagamentos. Todas as medidas que eu venho tomando são contrárias a qualquer decisão de afastamento porque não há nenhum ato praticado por mim ao longo desses meses que possa caracterizar que eu atrapalhei a investigação", afirmou o governador.

O governador do Rio ainda contestou o motivo do seu afastamento por 180 dias. “Em dezembro tenho que escolher um novo procurador-geral de Justiça", indicou Witzel. Quem assumir esse cargo vai liderar as investigações do esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que tem como um dos investigados o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente. 

Witzel ainda lembrou que a subprocuradora-geral Lindora Araújo tem proximidade com a família Bolsonaro e que cobrou respostas do MPF. “Se tem participação ou não (de Bolsonaro), não cabe a mim investigar. Agora a dra. Lindora tem relação com Flávio Bolsonaro. Essas questões precisam ser respondidas no Conselho Nacional do MP”, disse. 

Segundo o governador, existem outros interesses na sua investigação com o objetivo de destruir o Rio. “Há interesses poderosos contra mim que querem destruir o Rio de Janeiro atingindo a mim, o presidente da Assembleia Legislativa (André Ceciliano), mas a mim ninguém fragiliza. Pode fazer o que quiser”. 

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