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Veja como estão Suzane Richthofen e os irmãos Cravinhos 20 anos após crime

Por Portal Do Holanda

30/09/2021 12h07 — em
Brasil


Foto:Luciana Cavalcanti/Folhapress

Sucesso na plataforma de streaming Amazon Prime, o filme “A Menina que matou os Pais” conta a versão dada por Daniel Cravinhos, enquanto o longa "O Menino Que Matou Meus Pais" conta a versão sob a perspectiva de Suzane Von Richthofen. Na época os namorados tinham 21 e 18 anos respectivamente e chocaram o país ao matar a pauladas, o casal Marísia e Manfred Von Richthofen. Em 2022 o crime ocorrido em 31 de outubro de 2002, completa 20 anos, e a vida dos envolvidos tomou rumos inesperados.

A motivação do crime seria a desaprovação do relacionamento de Suzane com Daniel. A adolescente, na época, era estudante de Direito e planejava usufruir a herança que seria deixada pelos pais com o namorado. Uma semana após o início das investigações, os três envolvidos confessaram o crime. Conforme apurado pela investigação, eles começaram a planejar o crime em agosto daquele ano.

O julgamento aconteceu em 2006 e, e àquela altura, Suzane e Daniel deixaram de ser namorados e se tornaram inimigos. O irmão de Suzane, testemunhou descrevendo a irmã como uma pessoa manipuladora, chantagista e disse que nunca a perdoou pela morte dos pais.

Suzane Louise Von Richthofen

Foto: Jefferson Coppola/VEJA

Aos 37 anos, Suzane é a mais famosa entre os envolvidos, e todo ano suas “saidinhas” temporárias do presídio de Tremembé, onde cumpre pena, viram notícia. Em 2015 ela recebeu o direito de progressão para o regime semiaberto. Na cadeia teve dois relacionamentos que se tornaram públicos, o primeiro com Sandrão, presa que cumpria pena por sequestrar e matar uma criança, e em 2016 começou um relacionamento com Rogério Olberg, de quem ficou noiva, mas o relacionamento acabou em 2019. Suzane é vivida pela atriz Carla Diaz nos filmes “A Menina Que Matou os Pais” e o “O Menino Que Matou Meus Pais”. Ela chegou a ir à justiça para impedir que os filmes fossem lançados, mas não teve êxito.

Daniel Cravinhos

Fotos: Divulgação

Em 2017 Daniel progrediu para o regime aberto de cumprimento de pena, pois já haviam se passado 15 anos do crime. A ex-amada também pediu o benefício, que foi negado e ela continua a cumprir sentença em regime semi-aberto. Em 2014, ainda encarcerado, ele se casou com a biomédica Alyne Bento, irmã de um colega de cela de Daniel. Alyne contou que chegou a perder dois empregos após os empregadores descobrirem seu relacionamento com o assassino, mas isso não fez com que sua paixão diminuísse.

“Fui visitar o meu irmão e tive uma surpresa maravilhosa. Uma companhia mais do que agradável. Eu te amo com todo o meu amor”, disse Alyne em uma publicação nas redes sociais.

Cristian Cravinhos

Foto: Divulgação

Cristian também recebeu o direito de cumprir a pena em regime semi-aberto em 2017, mas se envolveu em uma briga, e, após tentar subornar policiais a pena de 38 anos e meio aumentou para 41 anos e 10 meses e perdeu o direito ao regime aberto.

Em 2020 o filho de Cristian pediu anulação da paternidade, pois na época do crime tinha apenas 3 anos e sempre que apresenta o documento sofria constrangimento em razão do crime do pai. Desde 2009 ele conseguiu retirar o nome Cravinhos, mas seu objetivo era remover também o nome de Cristian.

Andreas Von Richthofen

Foto: Divulgação

O irmão de Suzane tinha 15 anos na época do assassinato e passou a viver com a avó Lourdes Maganani Abdalla e o tio, o ginecologista Miguel Abdalla Neto. Ele sempre levou uma vida discreta para evitar a exposição e o interesse que o caso gerava. Ele cursou Farmácia e Bioquímica na USP e seguiu carreira acadêmica. Em 2017 Andreas virou notícia após ser detido quando invadiu uma casa em São Paulo, e foi divulgado que o jovem tinha problemas com álcool e maconha. Ele foi levado a uma clínica de recuperação. Em junho a justiça de São Paulo determinou a penhora de um imóvel de Andreas, recebido de herança dos pais. Suzane não teve direito à herança.

Veja a carta na íntegra:

"É em nome do excelente trabalho do qual o Sr. participou, ao condenar a minha irmã Suzane Louise von Richthofen e aos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, e também de toda sua história na justiça brasileira que me sinto compelido a abordá-lo.

Escrevo-lhe esta mensagem por vias igualmente públicas às quais o Sr. se vale para comentar o caso da minha família. Entendo que sua raiva e indignação para com estes três assassinos seja imensa e muito da sociedade compartilha esse sentimento. E eu também. É nojento. Encare da perspectiva existencialista.

No entanto observo que o Sr. faz diversos apontamentos referindo a um suposto esquema de corrupção, do qual meu pai, Manfred Albert von Richthofen, teria participado e cujos resultados seriam contas no exterior em enormes montantes.

Gostaria que o Sr. esclarecesse essa situação: se há contas no exterior, que o Sr. apresente as provas, mostre quais são e aonde estão, pois eu também quero saber e entendo que sua posição e prestígio o capacitam plenamente para tal.

Mas que se isso não passar de boatos maliciosos e não existirem provas, que o Sr. se retrate e se cale a esse respeito, para não permitir que a baixeza e crueldade deste crime manche erroneamente a reputação de pessoas que nem aqui mais estão para se defender, meus pais Manfred Albert e Marísia von Richthofen".


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O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

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