O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (8) que ainda não há prazo para a conclusão da investigação sobre a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, cuja aplicação foi suspensa temporariamente após relatos de reações adversas e mortes suspeitas.
Segundo a pasta, o processo seguirá os protocolos de segurança e farmacovigilância do SUS, com prioridade para a análise detalhada dos casos graves. Até o momento, foram aplicadas 501.044 doses entre janeiro e 30 de maio, sendo a maioria destinada a profissionais da atenção primária.
O sistema de monitoramento registrou 3.703 notificações de sintomas semelhantes aos da dengue, o que representa 0,7% dos vacinados. Dentro desse grupo, 42 casos apresentaram sinais de alerta e três evoluíram para quadros graves, resultando em dois óbitos.
Todos os casos mais críticos ocorreram entre profissionais da saúde, e nenhum foi registrado nas cidades onde houve vacinação ampliada. O ministro Alexandre Padilha reforçou que a investigação busca esclarecer se há relação direta entre os eventos e o imunizante, garantindo transparência antes de qualquer decisão sobre a retomada da aplicação.



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