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Vaccarezza faz exame de corpo de delito em Curitiba

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SÃO PAULO. O ex-deputado Cândido Vaccarezza, o operador financeiro Henry Hoyer de Carvalho e o ex-gerente da Petrobras Márcio Albuquerque Aché Cordeiro, presos fizeram neste sábado exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal de Curitiba.

As prisões temporárias (válidas por cinco dias) foram determinadas pelo juiz federal Sérgio Moro e cumpridas na 43ª e na 44ª fases da Operação Lava Jato.

Vaccarezza, Carvalho e Cordeiro seguiram para a carceragem da Polícia Federal, no bairro curitibano Santa Cândida, onde seguem presos. As defesas dos três negam participação nos crimes relacionados à Petrobras.

Foi a primeira vez que a PF realizou duas fases da operação ao mesmo tempo. As operações foram batizadas de Sem Fronteiras (no Rio) e Abate (em São Paulo), respectivamente. Vaccarezza é investigado por receber boa parte dos US$ 500 mil oruindos em propina do esquema, segundo o Ministério Público Federal (MPF), "agindo em nome do Partido dos Trabalhadores (PT)".

Segundo a PF, a Operação Sem Fronteiras, que ocorreu no Rio de Janeiro, mira a relação entre executivos da Petrobras e grupos de armadores estrangeiros para "obtenção de informações privilegiadas e favorecimento obtenção de contratos milionários" com a estatal.

A Operação Abate, por sua vez, ocorreu em São Paulo e investiga um grupo criminoso que seria "apadrinhado" por Vaccarezza. A PF suspeita que o ex-parlamentar utilizava influência para obter contratos da Petrobras com uma empresa estrangeira, que teria direcionado recursos para pagamentos indevidos a executivos da estatal e agentes públicos e políticos, além do próprio ex-deputado.

Os indícios contra o ex-deputado foram colhidos a partir da delação do ex-gerente de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. E apontam que Vaccarezza, líder do PT na Câmara dos Deputadosentre janeiro de 2010 e março de 2012, "utilizou a influência decorrente do cargo", segundo o MPF, em favor da contratação da empresa Sargeant Marine pela Petrobras, o que culminou na celebração de doze contratos, entre 2010 e 2013, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões. Ela teria sido contratada sem licitação para fornecer asfalto para a empresa brasileira.

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