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Um terço das cidades brasileiras tem no máximo 10 respiradores mecânicos

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Um terço das cidades brasileiras tem no máximo 10 respiradores mecânicos
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Aproximadamente 33% dos municípios brasileiros têm, no máximo, dez respiradores mecânicos nos hospitais públicos e privados. O equipamento é essencial para garantir a sobrevivência de pacientes com quadros severos da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Segundo um site de notícias do Globo, o Ministério da Saúde informou que há 65.411 ventiladores mecânicos no país, sendo que 46.663 estão no Sistema Único de Saúde (SUS). Do total, 3.639 encontram-se em manutenção ou ainda não foram instalados. Não é viável prever, com exatidão, de quantos aparelhos o Brasil necessitará nas próximas semanas - dependerá do número de contaminações. Mas é possível dizer que a distribuição dos respiradores é desigual.

Não há cidades sem nenhum equipamento. Mas, em 861 municípios, existe apenas um ventilador mecânico disponível. A maior parte dos respiradores está nas capitais: elas concentram 47% do total de aparelhos. São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife - as cinco capitais com maior quantidade absoluta - possuem 26% dos respiradores do Brasil.

Levando em conta o tamanho da população de cada Estado, os que têm melhor oferta são: Distrito Federal (1.420 habitantes para cada respirador), Rio de Janeiro (2.303), São Paulo (2.490), Mato Grosso (2.503) e Espírito Santo (2.760). As situações mais críticas, em que o número de habitantes para cada respirador é maior, estão nos seguintes locais: Amapá (9.122 moradores para um aparelho), Piauí (7.285), Maranhão (6.677), Pará (6.139) e Alagoas (6.087).

Segundo o Ministério da Saúde, há a expectativa de adquirir 17 mil respiradores. "Já adiantamos uma possível compra de 8 mil deles. Daria para acalmar São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, as capitais", afirmou o ministro Luiz Henrique Mandetta, durante coletiva de imprensa na quarta-feira (1º).

Ele ressaltou que não é possível assegurar que todos esses equipamentos serão entregues - de acordo com o ministro, a disputa pelos aparelhos é grande. Mesmo depois da assinatura do contrato, alguém oferece mais dinheiro ao fornecedor e compra os aparelhos por um preço mais alto.

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