SÃO PAULO. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve o interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agendado para o próximo dia 13 em Curitiba. O pedido da defesa para suspender os interrogatórios de Lula, do empresário Marcelo Odebrecht e do ex-ministro Antonio Palocci, foi negado nesta quarta-feira pelo desembargador federal João Pedro Gebran Neto, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em segunda instância. O depoimento de Odebrecht ocorreu na segunda-feira e o de Palocci, nesta quarta.
Os advogados de Lula haviam argumentado que cerceamento de defesa e pediram suspensão dos interrogatórios até fossem juntados os sistemas da contabilidade paralela da Odebrecht, além de pedir tradução juramentada de documentos.
O desembargador afirmou que o pedido não tinha fundamento legal e considerou o pedido uma tentativa da defesa de impor ao Ministério Público Federal (MPF) prazo para apresentação das provas que dispõe.
“Não vejo ilegalidade flagrante na decisão de primeiro grau a ponto de autorizar a intervenção excepcional do juízo recursal, ainda mais em sede de habeas corpus, em particular em questão que deve ser solvida em momento oportuno”, afirmou Gebran em sua decisão.
O desembargador afirmou que, caso seja necessário, os réus colaboradores poderão ser novamente ouvidos. Pediu ao juiz Sergio Moro mais informações a respeito dos fatos narrados pela defesa.
Moro já havia indeferido a suspensão das audiências, que ocorreram normalmente. O pedido da defesa ainda terá julgamento de mérito.

