RIO — A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou, nesta quarta-feira, um habeas corpus para o empresário Miguel Iskin, que seguirá em prisão preventiva. Na terça-feira, o empresário virou réu, ao lado do ex-governador do Rio Sérgio Cabral e do ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes. Eles são acusados de desviar até R$ 300 milhões em em contratos fraudados do órgão e do Instituto Nacional de Traumatologia (Into).
A decisão do tribunal atendeu o posicionamento do Ministério Público Federal (MPF), que havia pedido a manutenção da prisão. “É preciso impedir que novos atos impeçam as investigações em andamento”, diz o parecer apresentado pela Procuradoria Regional da República da 2ª Região.
De acordo com a denúncia do MPF, aceita pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, Iskin era responsável por organizar um cartel de empresas para vencer licitações estaduais na área da saúde, e pagava propina de 10% sobre os contratos. Entre 2007 e 2014, teriam sido pagos mais de R$ 16,4 milhões. O empresário está preso desde 11 de abril.



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