Na segunda, 29, foram quase 14 horas de júri. Os sete homens que compõe o corpo de jurados ouviram as quatro testemunhas de acusação. O perito Osvaldo Negrini Neto, que vistoriou o Carandiru depois do massacre, foi o único a depor pessoalmente do Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Os jurados assistiram aos vídeos de dois ex-detentos e sobreviventes do massacre, Marco Antônio de Moura e Antônio Carlos Dias, e do diretor de disciplina do Carandiru à época, Moacir dos Santos, que foram testemunhas no primeiro julgamento sobre o caso, em abril deste ano.
Uma segunda testemunha protegida deve ser ouvida nesta terça-feira. Para depor pessoalmente, a defesa dos PMs convocou o ex-governador do Estado de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, e o ex-secretário de Segurança, Pedro Franco de Campos. Os depoimentos dos desembargadores Ivo de Almeida e Luiz Augusto San Juan França serão assistidos em vídeo.
A previsão é de que o julgamento termine na sexta-feira, 2. Na quarta e na quinta-feira, respectivamente, haverá interrogatórios e análise das peças.



