Os pais de Alessandra, que desde 2022 mantinham uma campanha nas redes sociais por informações sobre o paradeiro dela, publicaram carta lamentando a morte e agradecendo a ajuda de voluntários.
"Passaram-se 23 meses e 1 dia até termos a pior notícia possível. Agora, nada mais pode ser feito para ela a não ser orar. Esse é o nosso último pedido a todos. Se puderem, tenham ela em suas orações", diz a carta assinada por Eduardo e Ivete.
Na carta de despedida, os pais da advogada agradecem o apoio espiritual daqueles que se solidarizaram com a família, bem como o trabalho dos profissionais, parentes e voluntários que trabalharam nas buscas. "Sintam-se todos abraçados e tenham certeza de nossa eterna gratidão."
O corpo de Alessandra será velado e sepultado no Cemitério Ecumênico Cristo Rei, em São Leopoldo, nesta quarta-feira, 19.
A jovem tinha 29 anos quando desapareceu, após sair para caminhar pela Avenida Unisinos. O último registro em que ela aparece com vida foi feito por câmeras de segurança quando caminhava em direção a uma área de mata. Buscas foram realizadas na época, mas não tiveram sucesso.
No último dia 7, militares faziam uma patrulha de rotina na área rural do município quando encontraram o corpo em decomposição, a 1,9 quilômetro de onde Alessandra foi vista pela última vez. A localização foi anunciada nesta terça-feira, 18.
A Polícia Civil gaúcha agora está investigando o que causou a morte da mulher. Segundo o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Mario Souza, não havia sinais aparentes de crime ou envolvimento de terceiros na morte.
Uma das hipóteses é de que Alessandra tenha passado mal ao ingerir o líquido que consumira. A garrafa que ela usava foi encontrada e submetida a perícia, e o conteúdo era uma mistura de energético com cafeína e um medicamento para tratar o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

