BRASÍLIA - Depois de uma série de medidas e nomeações polêmicas, o presidente Michel Temer busca remendar equívocos e montar um superministério da Justiça e da Segurança Pública com indicações de nomes mais técnicos e “notáveis”, casos do ex-ministro do STF Carlos Velloso e do ex-secretário de Segurança do Rio José Mariano Beltrame.
Num movimento atípico, , depois, oficializou o encontro e o tema tratado por meio do porta-voz, Alexandre Parola. Normalmente, essas sondagens são feitas de forma reservada e não confirmadas oficialmente.
Até então, os nomes mais cotados para a Justiça eram do advogado Antonio Cláudio Mariz, que tem restrições à Lava-Jato, e do deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), crítico à atuação do Ministério Público. Temer acabou recuando das indicações, após a escalada de críticas que recebeu por , indicar Alexandre de Moraes para a vaga da Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal, .
Mineiro e amigo do senador tucano Aécio Neves, Velloso tem o apoio do PSDB para o Ministério da Justiça. Pesa a seu favor a atuação no STF como ministro e presidente e suas posições favoráveis à Operação Lava-Jato.
Quanto a Beltrame, a ideia de Temer é colocá-lo como um supersecretário de Segurança Pública e Política Penitenciária. Apesar da forte ligação com o governo Sérgio Cabral, por ter sido secretário de Segurança Pública do Rio na gestão do peemedebista, . A avaliação de interlocutores presidenciais é que a atuação de Beltrame na implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e no comando da secretaria dissipariam eventuais críticas ao fato de ter sido aliado de Cabral.
Beltrame é policial federal de carreira e se aposentou no ano passado. Atua, hoje, como consultor da Vale e integra o Conselho de Gestão de Segurança Urbana na gestão João Doria (PSDB), em São Paulo, numa função não-remunerada.
A conversa com Beltrame ainda é inicial. Segundo um auxiliar de Temer, houve uma primeira sondagem, mas nenhum encontro entre o ex-secretário e o presidente, como ocorreu ontem com Velloso.
A intenção de Temer é definir os nomes depois que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sabatinar Alexandre de Moraes para a vaga no STF, .

