BRASÍLIA — O presidente disse a aliados que quer dar a cada partido o seu tamanho exato na , e afirmou querem que as mudanças se traduzam em votos favoráveis à . O presidente irá manter seus colaboradores de confiança: o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, por exemplo, disse AO GLOBO que ficará no cargo porque não vai se candidatar em 2018. A Casa Civil é o posto-chave do governo, de onde saem todos os textos legais, como as Medidas Provisórias.
— O presidente quer fazer toda a reforma já em dezembro — afirmou Padilha,
O vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), disse que Temer está conversando com todos os partidos porque "reforma ministerial não é apenas matemática". Segundo ele, essa mudança terá que se traduzir em votos.
— O presidente vai levar um pouco de tempo. Não é fácil. Precisa de muita conversa. Os partidos têm que ter um tamanho equânime. Reforma ministerial não é só matemática, é conversa política. Essa reforma será feita com o objetivo de aprovar a jóia da coroa, que é a reforma da Previdência — disse Beto Mansur.
O processo de formar um ministério mais técnico do que político só deveria ocorrer em abril, com a desincompatibilização dos ministros que serão candidatos na eleição. Mas a pressão dos partidos do chamado "centrão" precipitou a reforma.

