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Temer não vai a evento com Doria e Alckmin em São Paulo

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SÃO PAULO - O presidente Michel Temer cancelou sua participação na manhã desta quinta-feira em um evento em São Paulo que conta com a participação do prefeito, João Doria (PSDB), e do governador Geraldo Alckmin (PSDB). O evento é a Expo Cristã, do qual participam representantes da Igreja Evangélica.

Doria e Alckmin se reuniram com líderes das Assembleias de Deus, Renascer, Mundial, Fonte da Vida, entre outras, para um café da manhã a portas fechadas. Temer participaria da mesma reunião para pedir apoio às reformas econômicas.

O Palácio do Planalto não divulgou o motivo do cancelamento, mas chove bastante em São Paulo na manhã desta quinta-feira. Temer tem uma agenda em Brasília à tarde.

Foi a primeira vez em que o governador e o prefeito apareceram juntos em público desde que Doria intensificou as visitas a outros estados na última semana. A maratona de viagens fez aliados de ambos voltarem a se estranhar. Nesta manhã, Alckmin e Doria cantaram, oraram e discursaram juntos na abertura da feira cristã na capital paulista. No café da manhã com lideranças religiosas, os dois mostraram-se próximos.

No palco, Alckmin repetiu o discurso conciliador que tem feito desde a semana passada, após a votação da denúncia contra Temer na Câmara, em que ficou explícito que o PSDB está rachado ao meio quanto ao apoio ao peemedebista.

— Nós precisamos nos inspirar na igreja. Nos momentos conturbados, a igreja é nosso porto seguro. Precisamos deixar essa divisão de nós contra eles para nos unir em torno de valores. Uma casa dividida não caminha — afirmou o governador.

Doria preferiu um tom mais protocolar, destacando a importância do evento e dos valores cristãos.

— Nada de sobrepõe à fé a à oração — afirmou.

A incursão para além das fronteiras de São Paulo de Doria tem sido considerada por aliados de Alckmin como mais um sinal de que o prefeito está tentando pavimentar uma candidatura à Presidência em 2018. Diante disso, o clima de intriga se instalou novamente entre os dois grupos tucanos, rompendo uma trégua que durava cerca de três meses.

Por enquanto, apenas Alckmin declarou-se pré-candidato à vaga. Doria não descarta disputar a eleição, mas garante que não disputará prévia com o padrinho político.

Seria a segunda agenda do presidente com a participação de Doria em dez dias. No último dia 7 o presidente transferiu parte da área do Campo de Marte para a Prefeitura e .

— É inadmissível que brasileiros se joguem contra brasileiros. A história do nós contra eles não pode prevalecer. Nós temos que unir o Brasil. É claro que há dificuldade para isso. Há um emocionalismo — disse Temer naquela ocasião.

Depois, o presidente acrescentou ainda que se ele e o anfitrião Doria se pautassem por “emocionalismo”, a cessão de uma área de 400 mil metros quadrados do terreno onde fica o Aeroporto Campo de Marte para o município não teria acontecido.

— Esse ato representa um fenômeno de conciliação.

Os partidos do presidente e do prefeito, PMDB e PSDB, vivem um momento tenso. Quase metade da bancada tucana na Câmara votou a favor da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer. Da bancada paulista, houve apenas um voto pró-Temer, de um total de 12 parlamentares. Aliados de Temer computaram a rebeldia dos tucanos paulistas na conta de Alckmin. ()

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