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Temer não comenta protocolo da denúncia contra ele na Câmara, mas pede ‘responsabilidade de todos’

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BRASÍLIA — Denunciado por corrupção passiva, o presidente Michel Temer voltou a falar que impediu crimes no setor público e que nada parará o governo. Nesta quinta-feira, ele ignorou a denúncia e afirmou que frustrou interesses de poderosos. Com aprovação de 7%, o peemedebista declarou ainda que "todos os brasileiros" querem que o governo continue.

A fala de Temer foi depois .

Temer, que é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça, defendeu que o governo age com "seriedade" e "faz a coisa certa". Nesta quinta-feira, chegou à Câmara a denúncia do procurador-geral da República contra o presidente por corrupção passiva. O peemedebista repetiu que sua gestão frustrou interesses de poderosos e impediu crimes no setor público. Ele é o primeiro presidente na História do Brasil a ser denunciado no exercício do mandato por crime cometido durante o governo.

— Nós frustramos interesses de gente poderosa. Pude verificar logo em seguida (da sanção da Lei das Estatais) a frustração de gente que se servia da atividade de empresas públicas para objetos não lícitos.

Essa narrativa é utilizada por Temer para atacar o delator Joesley Batista, dono da JBS, buscando passar a ideia de que o governo Temer não favoreceu a empresa, e que isso teria sido feito nos governos petistas. Temer foi vice de Dilma por cinco anos e o PMDB, partido que presidiu por 15 anos, apoiou o governo Lula.

Em conversa tarde da noite e fora da agenda oficial no porão do Palácio do Jaburu, residência oficial de Temer, Joesley Batista narra crimes ao presidente, que nada fez. Batista fala sobre a compra de um procurador da República, a manipulação de dois juízes federais e o pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro.

Segundo o presidente, "todos os brasileiros" querem que o governo siga adiante e prossiga na "respiração extraordinária" do país. Por isso, repisou que "nada" o impedirá de seguir esse caminho. Temer tem aprovação de 7%.

— Não podemos deixar que nada impeça essa respiração extraordinária que o país está tendo. Nosso rumo, meus amigos, está lá. Nós seguiremos adiante. Tenho absoluta convicção de que todos os brasileiros o querem e, querendo, todos os agentes estatais também farão isso pelo Brasil.

— Hoje nós vivemos tempos que exigem responsabilidade. A falta de responsabilidade destrói empresas, corrói instituições. Verifico que há uma tentação para o aplauso fácil, sem responsabilidade. Isso deve ser vencido em todos os domínios da vida pública — disse Temer.

Em , Temer repetiu várias vezes a palavra “responsabilidade” e citou o que considera a retomada do crescimento econômico para cobrar “responsabilidade com atos e palavras”.

— O momento que atravessamos exige responsabilidade de todos. Responsabilidade com a coisa pública, responsabilidade com atos e palavras. O que está em jogo é a superação de uma crise sem precedentes. Estamos tratando do futuro do Brasil. Continuaremos no caminho da responsabilidade. Vejam quantas vezes eu repeti responsabilidade. No estado brasileiro todos respondem pelos seus atos, onde quer que eles estejam — completou Temer.

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