BRASÍLIA - O presidente fez um pronunciamento na manhã desta sexta-feira para tentar se defender da acusação de que teria de propina em . Temer afirmou que irá solicitar ao ministro , da Segurança Pública, que apure internamente como se dão esses "vazamentos irresponsáveis", se referindo ao vazamento de informações sobre as investigações para a imprensa.
— Eu venho aqui mais uma vez, naturalmente para protestar contra mentiras que são lançadas contra a minha honra. E pior ainda, mentiras que atingem minha família e meu filho, que hoje tem 9 anos de idade. Eu trabalho a quase 60 anos, advogado, professor universitário, procurador do estado, presidente da Câmara dos Deputados, vice-presidente e agora presidente. São quase 60 anos de salários e honorários recebidos seja na atividade, seja na aposentadoria, absolutamente dentro da lei e devidamente declarados nas minhas várias declarações de imposto de renda. Eu não tenho casa de praia, eu não tenho casa de campo, eu não tenho apartamento em Miami, eu não tenho vencimentos e salários a não ser aqueles dentro da lei — afirmou o presidente.
Segundo matéria do jornal "Folha de S.Paulo", publicada nesta sexta-feira, investigadores da Polícia Federal suspeitam que o presidente Michel Temer teria lavado dinheiro de propina em reformas de casas de familiares. Temer negou e disse que só um "irresponsável e mal intencionado ousaria tentar incriminá-lo":
— Qualquer contador, qualquer pessoa de bem, qualquer professor de matemática, consegue concluir que ao longo do tempo eu obtive recursos suficientes para comprar os imóveis que comprei e reformar os imóveis que reformei. Só um irresponsável, mal intencionado, ousaria tentar me incriminar, a minha família, meu filho de 9 anos de idade, como lavadores de dinheiro. Dizer que lavei dinheiro em uma casa alugada? — disse durante o pronunciamento.
O presidente afirmou que irá pedir ao ministro Raul Jungamnn que investigue vazamentos de informações sobre o inquérito à imprensa:
— Quando a minha defesa pede acesso aos autos do inquérito, a resposta é que as diligências ainda estão sendo feitas e como se trata de sigilo, não é possível dar acesso à esse inquérito sigiloso. Aí eu pergunto: como é que a imprensa consegue acesso à essas informações? Alguém naturalmente vaza esses dados e a imprensa acaba por divulgá-los. Então eu solicitarei, vou sugerir ao ministro Jungmann que apure internamente como se dão esses vazamentos irresponsáveis — concluiu o presidente.

