BRASÍLIA - Em meio à do cargo de ministro da Secretaria-Geral e próximo ao fim do sigilo das delações de executivos da Odebrecht, o presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira que é preciso distensionar as relações entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Ao discursar na abertura de encontro de gestores da Caixa Econômica Federal, o peemedebista disse que o diálogo é o maior sintoma da democracia.
— O que mais fazemos no governo é dialogar como sintoma da democracia. Não pode ter democracia sem que haja diálogo com os poderes constituídos. Se não dialogar adequadamente, tiver boa relação com Judiciário, viola-se o princípio constitucional do suporte ao Estado brasileiro. A harmonia está a significar que os Três Poderes governam e é preciso sempre distensão entre os Três Poderes e acho que isso, temos conseguido — afirmou.
Temer disse ter ficado “espantado” com as críticas ao projeto que estabeleceu o teto de gastos públicos. Disse achar uma matéria “trivial” e que deveria ser observada por todos os governantes.
Na decisão que suspendeu o ministro do cargo, o magistrado ressaltou que Moreira Franco foi mencionado na delação premiada da Odebrecht, que foi homologada três dias antes da nomeação.

