Sandra Monteiro, que foi feita refém em um ponto de ônibus na Avenida Paulista na última segunda-feira (9), revelou ao programa Encontro, da TV Globo, os pensamentos que teve durante o momento de tensão. "Eu, com tanta coisa para fazer, parada aqui", lembrou Sandra, que havia saído de uma aula de pilates e estava a caminho de uma sessão de acupuntura.
Enquanto era ameaçada com uma faca no pescoço por uma mulher que gritava falas desconexas, ela se viu dividida entre o medo e a impaciência de ter sua rotina interrompida. A situação precisou ser negociada pela polícia durante 40 minutos, e felizmente terminou sem feridos.
Durante os 40 minutos de sufoco em que esteve com a faca no pescoço, Sandra manteve a calma graças à sua fé. Segundo ela, a abordagem aconteceu de forma inesperada: “De repente, senti um peso no meu ombro e, em seguida, a faca na jugular. A mulher pedia que eu ligasse para a TV Globo.” Sem celular em mãos, Sandra tentou acalmar a agressora enquanto pedestres simulavam ligações para chamar a polícia. O local foi isolado e equipes especializadas negociaram com a sequestradora antes de neutralizá-la com uma arma de choque.
A Polícia Militar destacou o uso de técnicas não letais para resolver o caso, o que garantiu que a vítima saísse ilesa. Apesar do desfecho seguro, Sandra ainda reflete sobre a surrealidade do episódio: "Com tudo que eu tinha para resolver, jamais imaginei passar por isso." A sequestradora, que tem histórico de problemas psiquiátricos, foi levada para o 78º DP, onde será avaliada novamente.

