BRASÍLIA - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta quarta-feira, o arquivamento de uma investigação que apurava se o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), havia interferido em investigações relacionadas à Operação Lava-Jato. O pedido de arquivamento veio do Ministério Público Federal (MPF) que após diligências alegou não ter encontrado indícios que justificassem abertura de denúncia contra o governador.
O possível envolvimento de Pimentel nas tentativas de eliminação de provas da Operação Lava-Jato teria ocorrido quando ele era ministro de Dilma Rousseff. A sindicância que apurava o caso foi aberta após Fernando Pimentel ser citado nas delações dos executivos da Odebrecht, João Carlos Mariz Nogueira e Marcelo Odebrecht, como um interlocutor entre eles e a ex-presidente Dilma. Em seus depoimentos os executivos relataram uma reunião com Pimentel onde teria sido discutido as preocupações com a Lava-Jato, e como ela poderia afetar os empresários e a própria cúpula do governo.
A sindicância, que havia sido instaurada no final de abril deste ano, concluiu não haver indícios de que Fernando Pimentel tenha efetivamente, mediante atos concretos praticados por ele, interferido ou atrapalhado a investigação.
Pimentel no entanto continua sendo alvo de outras duas denúncias no STJ, derivadas da Operação Acrônimo. Em uma das denúncias o petista é acusado pelo MPF de receber propina de R$ 15 milhões para facilitar a liberação de recursos para projetos da Construtora Odebrecht. Na segunda ele é acusado de receber, quando também era ministro de Dilma, a quantia de R$ 2 milhões em troca de benefícios tributários para a montadora Caoa. (*Estagiária sob supervisão de Francisco Leali)

