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STF forma maioria para condenar mulher que pichou estátua da Justiça

STF forma maioria para condenar mulher que pichou estátua da Justiça
STF forma maioria para condenar mulher que pichou estátua da Justiça

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (25) para condenar a cabeleireira Débora Santos, acusada de pichar a estátua da Justiça com a frase "perdeu, mané" durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O ministro Luiz Fux divergiu parcialmente do relator Alexandre de Moraes e propôs uma pena menor, de um ano e seis meses de prisão, considerando apenas o crime de deterioração de patrimônio tombado.

Débora já cumpriu mais de dois anos em prisão preventiva e, por isso, Fux defendeu a remissão da pena. O magistrado destacou que a acusada confessou o crime e sugeriu que ela arque com os custos de limpeza da obra vandalizada, avaliada entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões. Moraes e o ministro Flávio Dino haviam votado anteriormente por uma pena de 14 anos de prisão, considerando também os crimes de tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada.

A defesa de Débora espera que o voto de Fux leve outros ministros a considerarem penas mais brandas nos casos relacionados aos atos de 8 de janeiro. O julgamento segue no plenário virtual até 6 de maio. Ainda faltam os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, mas a condenação já está garantida com três votos favoráveis.

A cabeleireira está atualmente em prisão domiciliar, autorizada por Moraes no final de março. Ela usa tornozeleira eletrônica, está proibida de usar redes sociais e de conceder entrevistas. Advogados afirmam que o voto de Fux abre precedente para uma individualização mais justa das penas dos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

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