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STF agenda para abril julgamento de militares acusados de planejar morte de Lula

STF agenda para abril julgamento de militares acusados de planejar morte de Lula
STF agenda para abril julgamento de militares acusados de planejar morte de Lula

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, agendou para os dias 8 e 9 de abril o julgamento dos militares denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado. O julgamento determinará se os denunciados se tornarão réus, assim como ocorrerá com o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros aliados no próximo dia 25 de março.

O grupo acusado inclui oficiais de alta patente das Forças Armadas, entre eles generais, coronéis e tenentes-coronéis, além de um policial federal. De acordo com a PGR, o núcleo militar teria atuado na incitação de outros militares a aderirem a um plano que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as ações investigadas, está o monitoramento de autoridades e a elaboração de documentos que teriam teor golpista.

O julgamento dos militares ocorrerá em três sessões no STF, permitindo que todos os denunciados tenham suas defesas analisadas. O mesmo formato foi adotado para os outros núcleos investigados, incluindo o grupo que teria contado com a participação direta do ex-presidente Jair Bolsonaro e do general Braga Netto.

Na segunda-feira (17), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforçou a necessidade de tornar os militares réus, argumentando que as provas reunidas pela investigação demonstram uma atuação coordenada para desestabilizar a ordem democrática. Segundo a PGR, os investigados estavam ligados a ações coercitivas e a um suposto plano que previa até mesmo o assassinato de autoridades, incluindo Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

O julgamento do dia 25 de março, que tratará da situação do ex-presidente Bolsonaro e de outros aliados, será um dos momentos decisivos para o desdobramento do caso. A defesa do ex-presidente nega qualquer participação em atos golpistas e alega perseguição política. Caso sejam tornados réus, os envolvidos poderão responder pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa e incitação ao crime.

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