Beto Novaes, fotógrafo do jornal Estado de Minas, foi agredido durante a manifestação do último domingo (12) a favor do impeachment da Dilma.
A agressão ocorreu quando manifestantes confudiram o profissional com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Escalado para cobrir a manifestação, cheguei à Praça da Liberdade e comecei a cobertura fotográfica. Por causa da semelhança com o ex-presidente Lula, sempre passava alguém e brincava com isso. Alguns falavam para eu abrir o olho, pois ali não era o meu lugar, enquanto outros pediam para tirar fotos comigo. Foi nisso que uma senhora de Brasília, que estava na manifestação, pediu para ser fotografada ao meu lado", contou sósia de Lula.
De acordo com o relato, o pedido da senhora para tirar as fotografia causou revolta em um grupo de jovens.
"De repente, apareceram quatro ou cinco rapazes e falaram que estava fantasiado de Lula. Mostrei meu crachá e me identifiquei, mas eles me empurraram e um deles me deu um chute nas costas, me mandando sair dali. Voltei para o carro de reportagem e em seguida fui para a Avenida Afonso Pena, onde continuei cobrindo a manifestação, mas de longe, me resguardando de novas agressões", afirmou o fotógrafo.
O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais pediu à Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual a abertura de investigação sobre agressão.
Até o momento, nenhum dos agressores foram identificados.

