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Silvinei levava documento alegando ter câncer no cérebro ao tentar fugir para El Salvador

Silvinei levava documento alegando ter câncer no cérebro ao tentar fugir para El Salvador
Silvinei levava documento alegando ter câncer no cérebro ao tentar fugir para El Salvador

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, preso nesta sexta-feira (26) no aeroporto de Assunção, no Paraguai, enquanto tentava embarcar para El Salvador, levava consigo um documento alegando ter câncer que comprometia sua fala.

Vasques era considerado foragido após romper sua tornozeleira eletrônica na madrugada de Natal, horas antes de cruzar a fronteira. A fuga ocorreu logo após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em dezembro, a uma pena de 24 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado entre o fim de 2022 e o início de 2023.

Ao ser abordado pelas autoridades paraguaias, o ex-diretor apresentou um documento intitulado "Declaração Pessoal para Autoridades Aeroportuárias", no qual alegava sofrer de uma condição médica extrema. Na declaração, Silvinei afirmava ser portador de um Glioblastoma Multiforme – Grau IV, um tipo agressivo de câncer no cérebro. Ele justificou às autoridades que, devido à doença, não possuía capacidade de falar ou ouvir, o que o impossibilitava de responder a interrogatórios orais ou compreender instruções dadas pelos agentes de segurança.

O documento detalhava que a suposta patologia oncológica impunha um prognóstico grave, razão pela qual ele "não poderia se comunicar verbalmente". A estratégia, no entanto, não impediu a sua detenção, uma vez que as autoridades já estavam em alerta sobre o seu paradeiro após a violação do monitoramento eletrônico no Brasil. A tentativa de fuga para a América Central ocorre em um momento crítico, logo após a perda de sua liberdade definitiva decretada pela Suprema Corte brasileira.

Agora, o ex-diretor aguarda os trâmites burocráticos para sua extradição e retorno ao Brasil, onde deverá cumprir a pena estipulada. As autoridades brasileiras devem investigar agora se houve auxílio externo para a logística da fuga e a falsidade das informações médicas apresentadas no exterior.

Veja a imagem do documento abaixo

 Foto: Reprodução

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