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Servidor diz que informou Bolsonaro nome de 3 pessoas que o pressionaram por contrato da Covaxin

CPI da Covid

Servidor diz que informou Bolsonaro nome de 3 pessoas que o pressionaram por contrato da Covaxin
Servidor diz que informou Bolsonaro nome de 3 pessoas que o pressionaram por contrato da Covaxin

Em depoimento à CPI da Covid-19 nesta sexta-feira (25) no Senado Federal, o chefe de importação do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro foi informado de três pessoas que o pressionaram a liberar a importação da vacina indiana Covaxin, após o funcionário constatar irregularidades.

Segundo Luis, o encontro com Bolsonaro ocorreu no dia 20 de março no Palácio do Alvorada, do qual o irmão dele, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), também participou.

A vacina foi a mais cara negociada pelo governo até o momento e além da CPI, o Ministério Público investiga o caso de suposta propina. 

Luis Ricardo informou que a pressão para liberar a Covaxin após ter constatado as irregularidades partiu de Alex Lial Marinho, então coordenador-geral de Aquisições de Insumos Estratégicos para Saúde; Roberto Ferreira Lima, diretor do Departamento de Logística em Saúde da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde; e Marcelo Bento Pires, diretor de Programa do Ministério da Saúde.

Luís ainda afirmou que Bolsonaro disse que iria levar a denúncia à Polícia Federal.  O contrato de aquisição de 20 milhões de doses da vacina saíram por R$ 1,6 bilhão. 

Somente nesta sexta-feira (25) o presidente Jair Bolsonaro informou que a PF irá investigar as denúncias. Mas a Polícia Federal ainda vai investigar os irmãos Miranda, ou seja, os próprios denunciantes do suposto esquema de corrupção.

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