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Sem Lula, o nome mais forte do PT é Jaques Wagner, avalia Eunício

BRASÍLIA - Depois de se aproximar do governador do no Ceará, Camilo Santana, e de ter admitido que votaria em se o não lançasse candidato próprio, o presidente do Senado, (PMDB-CE) disse nesta quinta-feira que sem o ex-presidente petista na cédula, o nome mais forte para substituí-lo no PT é o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, por ter penetração no Nordeste.

— Sem Lula, o PT só tem um nome, que está na Bahia. Haddad é bem avaliado em São Paulo, mas não agrega voto — disse Eunício, informando que pesquisas internas mostram que o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, também cresce muito pouco no Ceará sem Lula.

Eunício relembrou que perdeu a eleição para governador em 2014 por um único erro: não ter associado seu número 15 ao 13 do PT de Lula. Em sua campanha o 15 foi associado ao 45 do PSDB. Disse que quando anunciou voto em Lula, há alguns meses, deixou claro que não tem “ferro nos quartos”, tem 45 anos de filiação ao PMDB, e que se o partido não lançasse candidato, seu voto seria do ex-presidente petista.

— Eu fui ministro de Lula e se não fosse a barragem do Castanhão e gente tinha morrido de sede no Ceará. Pelo que fez no Nordeste, eu votaria nele — explicou Eunício, informando que na noite passada ficou até de madrugada com Camilo Santana discutindo o quadro político sem Lula e não há ainda uma saída clara.

Em café da manhã com jornalistas hoje cedo, Eunício ainda defendeu a possibilidade do apresentador Luciano Huck ser candidato a presidente. A avaliação é de que o fato de o PSDB “estar em cima do muro” em relação a candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, enfraquece e lança dúvidas sobre a candidatura tucana.

— Com o PSDB em cima do muro como está em relação a Alckmin, do jeito que está sem um candidato forte de centro, Huck pode sim vir como o novo. Pode ser o candidato com algum tucano de vice? Alckmin poderia ser a opção de centro e me inventa uma prévia com Arthur Virgílio nesse momento? Se o próprio PSDB está questionando a candidatura de Alckmin, isso coloca em dúvida sua candidatura — disse Eunício, criticando também o rompimento do partido com o governo, Michel Temer, que mesmo sem candidato, continuará tendo a maior bancada no Senado.

— Com a eleição completamente indefinida, todo mundo é viável. Huck não tem nenhuma experiência com o Congresso, mas pode se agregar a alguém ou a um partido com essa dimensão— completou, incluindo nesse quadro o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

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