Neste segundo dia de provas, na elaboração das questões havia música e poemas, segundo estudantes ouvidos pelo Estadão.com. A aluna do segundo ano do ensino médio Bianca Avance, de 16 anos, fez o exame como treineira e disse que além das músicas e poemas da parte de Português e Literatura, as questões de Matemática abordavam prisma e funções. "No ano que vem vou fazer para valer e tentarei Medicina. Por isso achei que valia testar neste ano".
Na prova de matemática, o que chamou a atenção da universitária Camila da Costa Santana, de 22 anos, foram as matrizes, na de Inglês, a necessidade de leitura e interpretação e, na de Literatura, a interpretação de poemas, textos de livros e de uma carta de Pero Vaz de Caminha. Já em Português, o tema predominante foi gramática. Camila fez o exame para tentar um desconto no curso de Direito que faz na Faculdade São Judas. "Acho que não vou conseguir. Estudei, mas agora vejo que foi pouco. Essa foi a primeira vez que fiz o Enem, não achei que fosse tão pesado", afirmou.
Camila também ressaltou a redação, que para ela foi monótona. "Era chato e pedia muita descrição", diz, referindo-se ao tema Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil. Já Bianca gostou, pois considerou o assunto fácil. "Eu esperava algo mais complicado".
Surpresa
Muitos dos participantes do Enem foram surpreendidos pelo assunto abordado na redação. É o caso dos estudantes de Campinas, que esperavam que as manifestações de junho fossem abordadas. "Deveria ser um tema mais polêmico, atual. Vimos e ouvimos sobre as manifestações quase 24 horas por dia nos últimos meses", disse a estudante Larissa Barbari, de 18, que prestou o seu primeiro Enem.
As manifestações também eram a aposta de Lucas Gabriel, de 17 anos, que quer fazer faculdade de Administração em Campinas. Ele disse que acompanhou o noticiário nos últimos meses e esperava que a redação abordasse as manifestações ou o programa do governo federal Mais Médicos. "O tema lei seca é interessante, mas não para o momento que estamos vivendo", diz.
Na escola em que a estudante Mariana Haydar, de 16 anos, cursa o 2º ano do ensino médio, a Lei Seca nem foi mencionada como uma possibilidade de tema para a redação do Enem 2013. A abordagem pegou a jovem, que prestou o exame como treineira, de surpresa. "Mas gostei, achei fácil, assim como a prova de Inglês".
Tentando uma vaga para o curso de Moda, Mayara Novo, 19, considerou que o tema da redação foi completamente imprevisível. "Mas estava tudo muito bem explicado. Mesmo quem não conhecia a lei, o que é improvável, tinha como dissertar sobre o assunto", afirma a jovem. Para ela, o segundo dia de Enem foi mais tranquilo do que o primeiro. "Ontem faltou paciência até para ler os enunciados. As perguntas poderiam ser mais diretas", afirma. A reclamação da estudante é a falta de relógio na sala de aula.
Mayra Santana, de 17, buscando ser aprovada para o curso de Ciências Biológicas, achou a prova de inglês muito simples. "Mas Matemática estava bem complexa", afirma. Sobre a redação, o tema Lei Seca foi "muito fácil e interessante".

