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‘Se depender de mim, não teremos mais cargos no governo’, diz Alckmin

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SÃO PAULO - Para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o PSDB votar em maioria na Câmara contra o presidente Michel Temer (PMDB) não é motivo para que o partido deixe seus cargos no governo. Na manhã desta quarta-feira, ele voltou a defender que os tucanos entreguem os ministérios somente após a aprovação das reformas política e previdenciária.

— Defendemos completar as reformas. Encerrado esse processo, se depender de mim, não teremos mais cargos no governo — afirmou o tucano, que cumpriu agenda pública nesta manhã na região de Campinas, interior paulista.

Pré-candidato à Presidência da República, Alckmin não quis se posicionar quando perguntado como votaria em relação à denúncia contra Temer se fosse deputado. O tucano considerou equivocado o afastamento de um presidente da República enquanto é investigado.

— Eu defendo rever essa legislação. Acho que não deveria haver autorização da Câmara (para abrir investigação contra um presidente). Não existe isso para governador nem prefeito. Mas também acho errado afastar por seis meses o presidente para fazer a investigação — disse.

Ele explicou que, uma vez afastado o presidente, fica difícil "reparar" os danos causados pelo afastamento se a Justiça chegar à conclusão de que a denúncia é inepta.

Alckmin mostrou preocupação com o prazo apertado para a aprovação das reformas que, para ele, seriam o ponto final da passagem dos tucanos pelo governo Temer.

— Daqui dois meses no máximo, se não fizer a reforma política, não vai fazer mais porque tem o princípio da anualidade. A reforma da Previdência, se não votar logo, fica difícil (aprovar).

Para as mudanças eleitorais em discussão na Câmara entrar em vigor na próxima eleição, elas precisam ser aprovadas até o fim de setembro.

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