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Saiba detalhes da prisão de Fernando Collor em Maceió

Saiba detalhes da prisão de Fernando Collor em Maceió
Saiba detalhes da prisão de Fernando Collor em Maceió

O ex-presidente Fernando Collor de Melo foi no aeroporto de Maceió, na madrugada desta sexta-feira (25), enquanto se preparava para embarcar para Brasília, no Distrito Federal.

Segundo a Polícia Federal, a prisão ocorreu discretamente e dentro da normalidade. Na ocasião, ele foi conduzido à sede da PF em Maceió e deve permanecer por lá até que o Supremo Tribunal Federal determine onde ele deverá cumprir pena definitivamente.

Fernando Collor foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão, no processo da Lava Jato, por receber cerca de R$ 20 milhões em propina de uma subsidiária da Petrobras. O crime teria ocorrido entre 2020 e 2014, mas a condenação só veio em 2023, em um desdobramento de uma das maiores operações do Brasil.

O ex-presidente chegou a recorrer da decisão, mas foi condenado em trânsito em julgado e não pode mais reverter a condenação. O ministro Alexandre de Moraes determinou que ele fosse preso imediatamente e Collor foi detido enquanto embarcava para Brasília, a fim de se entregar.

Fernando é o terceiro presidente brasileiro preso, ele sofreu impeachment em 1992, quando também foi acusado de corrupção. Na época, a denúncia partiu do próprio irmão dele, Pedro Collor de Mello. Durante o processo, o ex-presidente também  foi acusado de desrespeito à lei orçamentária e à lei de improbidade administrativa.

Um dos pontos marcantes de seu governo foi o congelamento e confisco bancário do dinheiro da população para "combater a hiperinflação no Brasil". A medida revoltou a população e somou para a sua queda, o capítulo entrou para a história.

Sua gestão como presidente durou apenas dois anos (de 1990 a 1992) e mesmo após o escândalo, ele continuou na vida política. Collor se candidatou a governador de Alagoas em 2002, mas ficou em segundo lugar, em 2006 foi eleito senador de Alagoas e ficou no cargo até 2023 e exerceu o cargo de presidente Comissão de Relações Exteriores do Senado de 2017 até 2019.

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