Neste domingo (14), atendendo a uma convocação feita pelas redes sociais, manifestantes se reuniram novamente no Largo do Machado para marchar em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual. Batizado de "Fora Cabral" o ato reuniu também em torno de 200 pessoas, que caminharam cerca de um quilômetro até a sede do governo.
Até há pouco, a manifestação seguia pacífica, acompanhada de perto por mais de cem policiais militares, além de bombeiros. Sem muros, a sede do governo foi protegida por duas barreiras de cercas metálicas atrás do cordão de isolamento feito pelos PMs. Com megafone, um policial disse que a PM estava aqui ali garantir que a manifestação fosse pacífica. Foi vaiado.
Outra barreira de policiais foi montada em frente à Casa de Saúde Pinheiro Machado para impedir uma nova invasão da unidade, como a que ocorreu no protesto da última quinta-feira. Na ocasião, a polícia lançou bombas de gás no local, o que deixou pacientes em pânico.
"Fora imprensa fascista!" e "Fora Cabral" foram algumas das frases mais entoadas pelo coro de manifestantes. Ao contrário de outros protestos, não havia pessoas com máscaras e nem com rosto coberto.
Casamento
No sábado, o casamento de Francisco Feitosa Filho e Beatriz Barata foi celebrado na tradicional Igreja do Carmo, no Centro do Rio, a poucos metros da Assembleia Legislativa, que foi palco dos mais violentos confrontos entre policiais e manifestantes em protestos anteriores. Do lado de fora da igreja, dezenas de pessoas gritavam palavras de ordem contra o empresário e contra a qualidade do serviço de transporte coletivo no Rio. Um cordão de policiais protegia a entrada dos convidados.
A família Barata tem participação em 9 das 41 empresas de ônibus que ganharam a licitação feita pela Prefeitura do Rio em 2010 para explorar as linhas municipais. Vestida de noiva, uma das manifestantes chegou a entregar baratas de plásticos aos policiais. A convocação do protesto ocorreu pelo Facebook, após o vazamento do local da cerimônia.
Depois, a manifestação transferiu-se a calçada em frente ao Hotel Copacabana Palace, onde foi realizada a festa. Irritados com o protesto, alguns convidados fizeram aviõezinhos com notas de R$ 20 e lançaram ao grupo de manifestantes. Depois de ser atingido por um cinzeiro, Ruan Martins foi encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde levou pontos no local do ferimento.
Segundo nota da Polícia Militar, alguns manifestantes atiraram pedras contra o hotel após o jovem ter sido atingido e a PM atirou bombas de efeito moral e spray de pimenta contra os manifestantes.

