O Rio Grande do Sul viveu nesta terça-feira o segundo dia seguido de cheias provocadas pelo temporal que atingiu o estado no fim de semana. Estações de monitoramento registraram nível acima do normal em rios de diferentes regiões, com destaque para o Caí, o Taquari e o Sinos, que seguem em elevação rápida e mantêm municípios em alerta.
No Vale do Taquari, cidades como Lajeado e Estrela se preparam para um novo pico de cheia, com projeção de nível próximo aos 29 metros, patamar semelhante ao registrado na enchente histórica de 2023. A vazão medida na barragem de Castro Alves chegou a superar 9,8 mil metros cúbicos por segundo, com aumento de cerca de mil metros cúbicos por segundo a cada hora nas últimas medições.
O temporal já deixou mortos, feridos e desaparecidos no estado, além de milhares de pessoas desalojadas ou desabrigadas em municípios como Pelotas, Viamão, Nova Santa Rita e Eldorado do Sul, onde casas ficaram destelhadas, alagadas ou parcialmente destruídas. Escolas, unidades de saúde e prédios públicos também tiveram danos registrados em diferentes regiões do estado.
Meteorologistas apontam que a atuação de um El Niño de forte intensidade deve manter o volume de chuvas acima da média nos próximos meses, elevando o risco de novos episódios de cheia. Defesa Civil e especialistas reforçam que os alertas emitidos nos últimos dias não são exagero e pedem atenção redobrada da população em áreas próximas a rios e encostas.
Aviso