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Rio de Janeiro vive operação mais letal da história: 60 mortos em confronto com CV

Rio de Janeiro vive operação mais letal da história: 60 mortos em confronto com CV
Rio de Janeiro vive operação mais letal da história: 60 mortos em confronto com CV

Manaus/AM- Uma megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou na manhã desta terça-feira (28) na ação mais letal da história do estado, conforme confirmado pelo Palácio Guanabara.

O balanço parcial da ofensiva contra o Comando Vermelho (CV) registra a morte de 60 pessoas, incluindo 4 policiais (2 civis e 2 militares do Bope). Além disso, 81 pessoas foram presas.

O ataque e a retaliação imediata

A ação faz parte da Operação Contenção, iniciativa permanente do governo do estado para frear a expansão territorial do CV. Cerca de 2.500 agentes foram mobilizados para cumprir uma centena de mandados de prisão.

Início do Confronto: A chegada das equipes, antes do amanhecer, foi recebida com intensa reação de traficantes, que usaram barricadas em chamas e tiros. Um vídeo divulgado registrou quase 200 disparos em um minuto.

Armamento e Táticas: A polícia apreendeu 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos. Em retaliação, criminosos teriam lançado bombas com drones e muitos fugiram em fila pela parte alta da comunidade, repetindo uma cena de dispersão vista em 2010.

Presos de Alto Valor: Entre os capturados estão Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, um dos chefes do CV da região, e Nicolas Fernandes Soares, apontado como operador financeiro de uma das lideranças máximas da facção, Edgar Alves de Andrade, o Doca.

Caos na cidade e baixas policiais

No início da tarde, a resposta do tráfico se espalhou pela cidade. Barricadas foram montadas com veículos tomados e entulho em vias críticas como a Linha Amarela, Grajaú-Jacarepaguá e Rua Dias da Cruz, no Méier, entre outros pontos.

Em razão dos múltiplos bloqueios, o Centro de Operações e Resiliência (COR) elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2 (em uma escala de 5). A Polícia Militar suspendeu atividades administrativas para colocar todo o seu efetivo nas ruas.

Os policiais mortos em serviço são:

Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, conhecido como Máskara (recém-promovido a chefe de investigação da 53ª DP);

Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos (39ª DP);

Cleiton Searafim Gonçalves (Bope);

Herbert (Bope).

O confronto também vitimou 3 pessoas inocentes por balas perdidas, atingidas em uma academia, num ferro-velho, e um homem em situação de rua, que foi levado ao Hospital Getúlio Vargas.

"Ação Necessária e Planejada"

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, afirmou que a logística da operação foi totalmente financiada pelo estado e não contou com apoio federal.

"Toda essa logística é do próprio estado. São aproximadamente 9 milhões de metros quadrados de desordem no Rio de Janeiro," disse Santos, destacando que cerca de 280 mil pessoas vivem nas áreas afetadas. Ele classificou a ofensiva como uma "ação necessária, planejada, com inteligência, e que vai continuar”.

Até a última atualização, a operação ainda estava em andamento, com relatos de mais baleados e escolas e postos de saúde fechados, agravando o impacto para a população.

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