Os réus Bruno de Souza Rodrigues e Jeander Vinicius Braga, acusados de matar e ocultar o corpo do ator Jeff Machado no Rio de Janeiro, vão depor na última audiência do caso nesta sexta-feira (26).
Quem também vai ser ouvido é o policial que identificou o sinal de telefone de Jeff, que foi encontrado com Bruno.
Jeff Machado foi encontrado em baú, concretado no terreno de uma casa no Rio de Janeiro em maio de 2023, após passar meses desaparecido.
A suspeita da polícia é de que o crime foi premeditado por Bruno, que se apresentou a Jeff como produtor e lhe prometeu um papel em uma novela.
Conforme a polícia, Jeff chegou a pagar R$ 18 mil pelo papel que nunca recebeu. A cobrança do artista pode ter sido a motivação do crime brutal.
Após o desaparecimento do ator, Bruno passou a usa o cartão e o telefone de Jeff e se passou por ele em várias situações. Ele chegou a enviar mensagens para a família da vítima como se fosse ela.
Os parentes desconfiaram de que algo sério acontecido com Jeff porque os oito cães dele foram encontrados vagando nas ruas.
Após a repercussão do desaparecimento do ator e do caso dos animais abandonados, o motorista de um táxi dog procurou a polícia e contou que no dia 31 de janeiro havia sido levado os cachorros de Jeff para local que era um centro de umbanda desativado.
Nessa data, Jeff já estava morto e a polícia descobriu que foi Bruno que contratou o serviço por mensagem do celular de Jeff. Ele chegou a acompanhar o transporte dos animais até o local, mas se apresentou ao motorista como sendo o ator.
Bruno foi reconhecido pelo profissional e a partir daí, o ex-produtor entrou na mira dos investigadores. No decorrer das investigações a polícia descobriu que Bruno, misturou drogas na bebida de Jeff no dia do crime na casa do ator, e que ele e Jeff iniciaram uma relação sexual.
Em determinado momento, Jeander, que também estava no local, distraiu a vítima e Bruno a estrangulou. Em seguida, os dois colocaram o corpo de Jeff em um baú e levaram para o endereço onde o concretaram.
Preso, ele deve responder por invasão de dispositivo eletrônico, homicídio, ocultação de cadáver, estelionato, maus-tratos aos animais e crimes patrimoniais.
Além de Bruno, Jeander também participou do crime e é acusado de homicídio, ocultação e maus-tratos ao animais. Os réus estão presos desde junho do ano passado.

