ASSUNÇÃO, Paraguai - Os presidentes do assinarão uma declaração à parte sobre a , nesta segunda-feira, durante a reunião entre os líderes da região. O foco será a , que tem como característica o grande fluxo migratório de venezuelanos para os países vizinhos, incluindo o Brasil.
Em agosto de 2017, a Venezuela foi suspensa do Mercosul por ruptura da ordem democrática. Há cerca de um mês, o repúdio de diversos países ao regime político venezuelano foi reforçado, com a reeleição do presidente Nicolás Maduro.
A ida de milhares de venezuelanos para os países sul-americanos é motivo de preocupação entre os governos da região. O fluxo é marcado pela incidência de doenças de todos os tipos, como malária, poliomielite e sarampo. Caracas, no entanto, proíbe que funcionários da área de saúde do Brasil entrem no país para coletar dados e fazer campanhas de vacinação.
No domingo, durante reunião preparatória para o encontro de presidentes nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, Aloyzio Nunes, lamentou que o regime venezuelano "persista na violação sistemática dos princípios constitutivos do Mercosul". Nunes também destacou que o governo brasileiro tem se mantido solidário ao povo daquele país.
— Reitero em alto e bom som a solidariedade do Brasil com o querido povo da Venezuela, sentimento que sei partilhado pelos demais membros do bloco. O governo do presidente Michel Temer não tem poupado esforços para assegurar, em consonância com as melhores práticas das Nações Unidas, um tratamento digno aos milhares de venezuelanos que fogem da indigência e das enfermidades e buscam abrigo no Brasil — disse o ministro.

