Uma coletiva realizada nesta manhã (23) sobre a vacina chinesa CoronaVac trouxe notícias animadoras. Segundo o governador de São Paulo, João Doria e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, dos 50 mil voluntários testados no país asiático, 94,7% não apresentaram efeitos colaterais. Eles afirmaram que a vacina tem se mostrado segura e entra a partir de agora em fase final de testagem.
Os dados apresentados na coletiva mostram que apenas 5,36% tiveram alguma reação adversa e ainda assim foram mínimas como dor no local da injeção, febre moderada e fadiga.
Além disso, a China também já iniciou os testes em crianças e idosos e o resultado também têm sido satisfatório. No grupo de 422 idosos, por exemplo, a vacina foi eficaz em 97% . Um grupo de 552 voluntários com idades entre 3 e 17 anos, também já começou a receber as doses.
Para Doria e para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a CoronaVac está entre as oito vacinas mais promissoras do mundo em fase final de desenvolvimento.
O governador acredita que se os resultados continuarem a ser positivos ainda esse ano a vacina começará a ser produzida pelo Instituto Butantan em parceira com o laboratório chinês Sinovac.
Doria já marcou até data para iniciar a vacinação em caso de aprovação da Anvisa, ele afirma que médicos e paramédicos serão os primeiros a receberem a vacina a partir da segunda quinzena de dezembro.
O representante do laboratório Sinovac na América do Sul, Xing Han, também discursou na reunião e informou que os dados finais da CoronoVac devem ser divulgado nos próximos dois meses.
Sobre a eficácia da mesma, Dimas acredita que até o dia 15 de outubro poderá ter dados que atestem a eficácia dela e permitam o registro junto a Anvisa. Em outras fases de testes, a vacina apresentou eficácia de 98%.

