BRASÍLIA - O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) fará um pronunciamento nesta tarde sobre o seu futuro dentro da bancada do PMDB no Senado A expectativa, segundo aliados, é que ele tome a iniciativa de deixar o cargo de líder do partido na Casa. O clima, segundo peemedebistas, o clima "azedou" de uma forma dentro da bancada, conforme adiantou a .
O presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), se irritou efetivamente com as últimas manobras e declarações de Renan, que tem adotado esse comportamento porque está em dificuldades sobre o seu futuro eleitoral em Alagoas, onde a rejeição ao presidente Michel Temer é enorme. A saída de Renan é dada como certa no Palácio do Planalto.
Renan deve falar por volta das 16h. O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) foi sondado para assumir o cargo de líder, mas recusou. Outro nome apontado é do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), de perfil conciliador e ex-presidente da Casa.
Segundo interlocutores, o próprio Renan está decidindo romper "de caso pensado". Hoje, apesar de todas as reações ao seu comportamento, ele ainda tem aliados dentro da bancada.
Até mesmo a sua ação na derrota do governo na votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) havia sido assimilada por Jucá e pelo Planalto. Mas as declarações de ontem contra Temer, quando Renan disse que o presidente finge que governa o país, rompeu as pontes dentro do partido.
Ontem, no final do dia, Jader fez um discurso lamentando a briga interna num momento em que o PMDB precisaria estar focado na defesa de Temer. Hoje, ele reiterou a visão, mas disse que só Renan pode dizer o que fará.
— O que está acontecendo é um desserviço. Não colabora — disse Jader.

