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Relator da indicação de Raquel Dodge diz que parecer deverá ser favorável

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BRASÍLIA - O senador Roberto Rocha (PSB-MA) foi oficializado nesta quinta-feira, como antecipou o site do GLOBO, como relator na Comissão de Constituição e Justiça no Senado (CCJ) da indicação de Raquel Dodge para procuradora-geral da República. Ele disse que a escolha do presidente Michel Temer foi "muito boa”, fez elogios ao currículo impecável da procuradora e adiantou que seu parecer será favorável à indicação, salvo haja fatos novos. Rocha foi convidado para a missão pelo próprio presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que na noite de quarta-feira recebeu Raquel Dodge no Senado. A ideia é que a sabatina de Raquel Doge ocorra entre os dias 10 e 12 julho, como também adiantou O GLOBO.

— É uma pessoa idônea, tem 30 anos de Ministério Público, professora da UnB (Universidade de Brasília), de Harvard (Estados Unidos), com um currículo impecável. A escolha do presidente Michel Temer, sem dúvida, é uma grande escolha, e poderemos testemunhar isso na sabatina.Não há, em princípio, nenhum motivo para ser contra essa indicação. Sim, há um desejo de que essa sabatina possa ocorrer ainda antes do recesso (de julho). Mas isso não é nenhuma exigência de ninguém. A CCJ tem as sua própria agenda, e evidentemente vamos aproveitar esse semestre para poder acelerar o que for possível — disse Rocha.

O senador defendeu o direito do presidente Michel Temer de ter indicado a segunda na lista tríplice encaminhada pelo Ministério Público. Afinado com o discurso do governo, Rocha lembrou que o primeiro da lista, Nicolau Dino, é irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino, que em 2016 também escolheu o segundo nome da lista para chefiar o Ministério Público estadual.

— O presidente tem a prerrogativa de escolher um dos três da lista ou até nenhum dos três. Nenhuma dificuldade. O próprio Nicolau Dino, conhecendo as regras do jogo, não vai achar nenhuma estranheza nisso. O próprio governador Flávio Dino, irmão dele, no estado do Maranhão, não escolheu o primeiro da lista. De modo que essa é uma prática do chefe do Executivo — disse ele.

O senador disse ainda não haver problema caso senadores que sejam alvo das investigações da Lava-Jato participem da sabatina e da votação. O próprio presidente da CCJ, senador Edison Lobão (PMDB-MA), é alvo da Lava-Jato.

— Não vejo nenhum empecilho regimental. É questão pessoal de cada um As sabatinas têm sido muito longas, mas isso tem sido um bom problema. O Congresso, a CCJ não podem ser apenas uma Casa homologatória. Não dá é para procrastinar com instrumentos regimentais que possam cansar muito as pessoas. Espero que a gente tenha uma sabatina bem produtiva — disse Rocha.

A ideia do Planalto é agilizar a aprovação do nome de Raquel. No Senado, a CCJ costuma fazer a sabatina do indicado, aprovar o parecer e, no mesmo dia, a votação final ocorrer no plenário do Senado.

Segundo O GLOBO confirmou, foi Raquel quem procurou Eunício pedindo o encontro de ontem à noite, explicando que gostaria apenas de saber como funcionava a tramitação.

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