Eles têm entre 15 e 25 anos, são de classe média baixa, estudaram em geral em escolas públicas e universidades privadas. Formam, no entanto, uma massa heterogênea, integrada por professores, analistas de sistema, ecologistas, ex-presidiários e internos da Fundação Casa. A maioria conheceu os protestos somente depois que o Movimento Passe Livre (MPL) foi para as ruas, nas manifestações de junho, que acompanharam como coadjuvantes.
"As ações do MPL foram uma aula. Eu já sentia muita raiva, mas só depois de junho eu aprendi o que era ação direta, como a violência pode provocar mudanças no sistema. Esse tipo de protesto é o resultado do ódio que eu sinto contra o sistema. O objetivo é destruir para construir", disse um dos adeptos da tática. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
