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Prova para certificação do ensino médio terá questões repetidas de outras edições

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Prova para certificação do ensino médio terá questões repetidas de outras edições
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A prova cujo resultado pode servir como certificação para o ensino médio contará com questões repetidas de outras edições, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para residentes no Brasil (Encceja) ganhou força esse ano ao ter esta atribuição de certificação, que, desde 2009, podia ser obtida pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Antes, era o próprio Encceja que era utilizado para este fim.

"A complexidade da produção de um único item exige uma disponibilidade de recursos expressiva e um calendário definido. A interrupção de aplicação do Encceja para certificação do ensino médio paralisou, consequentemente, a produção desse tipo de questão. O Inep, portanto, optou pela reutilização de alguns poucos itens usados em diferentes edições anteriores do Encceja", informou nota do instituto.

Sobre a reutilização de itens em provas deste nível, o Inep afirmou que não divulga a série histórica dos cadernos de prova para que se possa manter o sigilo dos itens. No Enem e em outros exames, a liberação dos exames serve para o candidato poder estudar nos próximos anos.

"A não disponibilização das provas anteriores não visa manter a surpresa, muito menos proibir que alunos estudem com base nas provas já aplicadas. O objetivo é manter o sigilo sobre a base de itens. É inviável a produção de 960 itens inéditos a cada edição", informa o Inep que afirma distribuir, em seu site, material para que os alunos possam estudar para o exame.

O instituto reforça que a maioria dos itens da prova de novembro será inédita e que a repetição não fere o resultado já que o mesmo é feito pela Teoria de Resposta ao Item, que é feita a partir do comportamento do aluno na prova e não somente no total de acertos.

"O uso, nos testes, de itens novos e comuns é uma prática legítima e estabelecida na literatura, não comprometendo a qualidade da prova", informa a assessoria.

Ainda assim, a realização da prova teve outros problemas. A data de sua aplicação seria nesta sexta-feira, dia 22, mas foi alterada para o dia 19 de novembro. A alegação foi que ocorreu um "atraso na homologação da licitação, o que inviabilizou a distribuição dos participantes nos locais de prova dentro do cronograma". O dinheiro destinado para aplicação da prova só foi liberado nesta segunda-feira.

Questionado sobre mudar o exame que certifica o ensino médio em um período de cortes, já que o Enem continua existindo como prova para acesso ao ensino superior, o Inep afirma que a decisão não foi baseada em custos. com informações do site O Globo.

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